Monday, June 29, 2009

A Ida


É chegada a hora.
Não é um suidício. Estaremos no quarto de hóspedes.
E quando chegarmos queremos a Carolina à porta. Fardadinha e com a casa limpa.
Até lá.

Red or Blue





Não são panos de cozinha, são Dan van Goldens na exposição Red or Blue (Vermelho ou Azul) na Culturgest em Lisboa.
Mas podiam ser panos, e serem Dan van Goldens na mesma.
E agora ficam baralhados sem saber se gostámos ou não da exposição.
Mas esclarecemos o nosso público, antes ainda de o abandonarmos, que gostámos e muito.
E quem não a for ver (até 6 de Setembro) é parvo.
A não ser que, pelo caminho, se perca no Galeto ou na Versailles.
É que trocar um croquete, um cacau, uma brisa ou um tártaro destas casas por arte...

Design Sem Querer: Daan van Golden




As taças de Daan van Golden podem ser encontradas na loja da Gulbenkian.
Afinal não são Pollocks, são plantas do jardim.

Mobiliário Urbano XXX



Porque há noites em que não chove e faz calor em casa.
Na Baixa de Lisboa não se pode instalar ares condicionados.
Diz que fica mal nas fachadas.
E fica.
Bonito bonito, vai ser o novo Terreiro do Paço, em losangos Pringle.

Diversidade



Somos pela diversidade.
Mesmo assim, em exagero.

Sunday, June 21, 2009

Thorn In My Side




Retomamos o fôlego antes da fuga.
Recomeçamos com a promessa de Eurythmics, com a bela Lennox.
O vídeo é péssimo e as palavras não são boas.
Porém dança-se bem e repete-se run, run, run como se não se quisesse dizer nada e fosse apenas um lá, lá, lá.
Por isso, limitem-se a dançar e esqueçam.

(imagens: stills do vídeo para Thorn In My Side (1986) dos Eurythmics, do álbum Revenge)

Wednesday, June 17, 2009

Pierre Paulin (1927-2009)



Falámos aqui de Paulin aquando da sua exposição em Paris, com os trabalhos para o Palais de l'Elysée, e quando o publicámos no OJE.
Desde o dia de Sto. António só homenagens póstumas.
Foi ter com o Castiglioni e com o Sottsass, que também morreram nas nossas mãos.
Estamos a ficar velhos, mas ainda vivos.
Até lá.

(imagem: Mushroom (1960) de Pierre Paulin para a Artifort)

Tuesday, June 16, 2009

Amor, Medo e Raiva





Andamos centenas de metros carregados com os restos do nossos dias.
Fazemos questão que nada nos fique pelo caminho.

Sto. António de Lisboa





Há já muito que havíamos desistido de alinhar com a agitação que é a noite de Sto. António em Lisboa.
Ainda menos com a agitação que cerca as zonas para onde a populaça converge.
Mas resolvemos lá voltar e reviver outros tempos.
Os ares são diferentes, mas o espírito é o mesmo (cada vez com mais gente, entenda-se).
Não se consegue andar na rua, mas há festa.
As pessoas são vulgares e é tremendamente diferente do espírito hype que se vive em sítios como a Bica.
Mas aquilo é que é.

A surpresa maior foi ver que se continua a alinhar com as promessas ao santo casamenteiro.
Em frente à igreja que lhe tomou o nome acendem-se velas e o espírito é outro.
Há quase silêncio.
Para o ano lá estaremos outra vez.
Pode ser que o casamento já tenha pegado.

Wednesday, June 10, 2009

O Que é Esta Merda?




Começaram as Festas de Lisboa.
Mas quem pediu animação geral?
Não bastam os bailaricos que, com a sua autonomia, nos sítios a que pertencem?
Quem deixou amarrar colunas nas suas guardas de varanda?
Porque temos que passar o dia a ouvir a Salsa, em competição com o tocar do sino da igreja?
Prometemos destruir cada coluna que estiver ao nosso alcance.

Mobiliário Urbano XXIX



Junto a ti nunca serei apenas uma mobília.
E assim acabo os meus dias.

Pomar no CAMB




De Pomar preferimos os desenhos.
Gostamos de imaginar como os fará de uma penada.
De como tem a cabeça pejada de personagens que não o devem deixar dormir.
Temos a certeza de que a pintura do CCB tinha voltado para dentro da cabeça de Pomar.
De onde só saiu porque lhe dava jeito o dinheiro.
Agora pode ser visto no CAMB, em Algés.

(imagens: da exposição de Júlio Pomar no CAMB - Centro de Arte Manuel de Brito, em Algés)

Tuesday, June 09, 2009

Iluminação





Para não falarmos sempre dos mesmos portugueses do dézaine, falamos de um que nem sequer conhecemos.
Ou melhor: falamos de uma criação de um que nem conhecemos.
É para variar.
Ele, o designer (ou lá o que é que ele é) (mas se aparecer por aqui, identifique-se, teremos todo o gosto em publicitá-lo) apareceu com uma ideia que, não sendo nova, nos impressionou pelo resultado surpreendente.
Reutilizou cabides em plástico (pelo tamanho seriam de criança) e descobriu novos volumes no ritmo da sua repetição.
Já havíamos visto (que nos lembremos, assim de repente) com canetas bic, com palhinhas (daquelas de chupar) e com colheres de café (daquelas que não são colheres, são umas simples palhetas em plástico transparente, como as que saíam nas máquinas automáticas e agora, cada vez mais, nos dão a acompanhar a bica), mas nenhuma dessas propostas tinha este efeito espectacular, ainda reforçado pela repetição das várias propostas formais (por favor, não nos digam que era uma instalação, ou acaba-se o elogio aqui).
Fez uma linda sala, na inauguração do PopUp Lisboa.

(imagens: Amanhecer de Luís Teixeira na PopUp Lisboa)

Monday, June 08, 2009

O Que é Esta Merda?



É um clássico do O Que é Esta Merda, que já aqui devia ter aparecido há muito.
Eis que chega a oportunidade.
A marca (que não referimos para não dar mais visibilidade) que desinfesta de ratos e de outros animais que não queremos ter ou sequer ver, tem uma frota de carros mascarados de ratinhos.
Têm orelhas de Mickey mas são um sucedâneo rasca.
Até passamos a acreditar que, afinal, os ratos até são amorosos e que queremos ter meia-dúzia em casa.
Mas um destes: nunca.

As Campanhas



Agradecemos: à CDU, ao MEP e ao restaurante indiano Natural, por terem feito do nosso carro meio de comunicação permanente das suas campanhas.
Os flyers que, simpaticamente, nos deixaram no limpa pára-brisas, graças à chuva inesperada ficaram colados ao vidro.
Ficamos felizes por colaborar e contamos que os resultados sejam, ou tenham sido, os esperados.
Já não nos bastavam as visitas nocturnas ao interior da viatura, coisa comum no centro da nossa Lisboa, agora também nos afectam as intervenções exteriores.
Está certo. Fiquemos com o que têm para nos dar.

Saturday, June 06, 2009

Albergaria Wallpaper



Ainda pensámos ser uma Arte Sem Querer, mas depois, ao perto, pareceu-nos demasiada coincidência.
Pelo que constatámos que é verdade: existe papel de parede da autoria de Gabriela Albergaria.
É certo que a artista, uma belíssima artista, é muito decorativa e fica bem em quase todas as paredes.
Mas não esperávamos vê-la nas paredes do hospital.
Ainda assim, antes uma Albergaria à la Blow Up do que descobrir um morto nos arbustos.

(imagem: no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa)

Friday, June 05, 2009

Mobiliário Urbano XXVIII


É a sede que faz desistir.
Escondo-me aqui, porque faz sombra.
E aqui desisto.
(mas se apareceres, cá estarei)

There Must Be An Angel




(é irresistível termos stills apenas com a Royal Annie Lennox, mesmo com um vídeo histórico como este, com tantas coisas para mostrar)
Com There Must Be An Angel (1985) entramos no disco Be Yourself Tonight (1985), de onde tiramos outra pérola: Sisters Are Doin' It For Themselves, de que já aqui falámos aquando do início da mudança de era (que não está a ser fácil, mas havemos de lá chegar).
É, talvez, o maior sucesso da dupla Lennox/Stewart e para além de uma sonoridade particular faz-se acompanhar de um vídeo em branco (e dourado e Royal).
Lembra-nos o Estranha Forma de Vida, de Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro, sabe-se lá porquê.
Dizem-nos:
"No-one on earth could feel like this.
I'm thrown and overblown with bliss.
There must be an angel
Playing with my heart.
I walk into an empty room
And suddenly my heart goes "boom"!
It's an orchestra of angels
And they're playing with my heart (...)"

(imagens: stills do vídeo de There Must Be An Angel (1985) dos Eurythmics)

Snapshots do MUDE







É a segunda exposição capaz de mostrar como o MUDE nos vai continuar a surpreender.
Ombro a Ombro: Retratos Políticos é uma mostra de como os Homens (com H grande, pois vão começando a aparecer mulheres, grandes, como aliás se vê logo à entrada) de poder têm sido capazes de utilizar a (sua) imagem para comunicar ideias (ou ideais) e projectos para nos mudar (ou condicionar) a vida.
Isso e outras variações sobre a imagem política que comandou todo o século XX (e já alguma parte do século XXI).
Uma colecção inédita do Museu do Design de Zurique, aqui ainda mais completa e com casos nacionais.
Mais uma para não perder.
Quem ainda não foi não viu nada.

(imagens: da exposição Ombro a Ombro: Retratos Políticos no MUDE até 13 de Setembro)

Thursday, June 04, 2009

Já Vivíamos Aqui III




Wednesday, June 03, 2009

Ressurreição


Estou morto.
Quando me apetecer ressuscito.
Até lá.

(imagem: na Igreja da Madredeus, em Lisboa)

Sexy



Ficas sexy, enquanto te passeias no Bairro Alto durante o dia.
Fazes uma tatuagem e compras umas Melissas.
Depois vais ao Hotel do Bairro Alto ver o fim do dia e pões gelo, porque tens o braço a inchar.
Já não é a primeira tatuagem, mas nunca aprendes.
Sabes que, depois do inchaço, voltas a ficar sexy.

Monday, June 01, 2009

Snapshots do Monte do Carmo








Imagens do Hotel Rural Monte do Carmo (Azaruja), a 31 de Maio de 2009.

Friday, May 29, 2009

Jacarandás III



É certo que este é um tema recorrente de blogues, jornais e revistas.
Não conseguiremos calcular quantos registos fotográficos existirão, espalhados por esse mundo, com imagens dos nossos Jacarandás.
É uma beleza e uma experiência raras, é certo, ver uma cidade como a nossa ficar com o céu e o chão anilados por umas semanas.
Sofremos com os efeitos disso sobre os carros, no chão das ruas e nas solas dos sapatos, mas não nos importamos.
A vaidade tem os seus custos.
Venham ver, que também já se sente o cheiro a sardinha.

Sexcrime (Nineteen Eighty-Four)





Nunca (nunca?) o Orwell pensou que se pudesse aproximar tanto da realidade.
O Big Brother anda aí e sabe de nós (muito embora isso não nos preocupe especialmente, para já). Deu-nos uma bola de cristal que nos deixa brincar aos little big brothers e persegue-nos em silêncio.
Não temos câmaras de vigilância nas paredes de casa (mas exigimo-las nas ruas! sr. Lopes, se prometer esbanjar todo o dinheiro num sistema de videovigilância no centro da cidade, votamos em si. e olhe que não somos poucos) nem fazemos exercício regular (em casa, note-se).
Mas temos o sexo sacralizado, quase criminalizado.
Toda a gente pode ter uma opinião acerca da vida sexual dos outros, embora as suas próprias não sejam assunto de conversa.
Chama-se a isso: inveja ou falta se sexo.
Orwell chamou-lhe sexcrime, ou seja, a sexo é aglutinada a palavra crime, para constituírem uma só palavra do newspeak.
Os novos habitantes deste mundo seriam condicionados também pela linguagem, e evitariam o sexo, que na realidade lhes era proibido.
Até que dois desses habitantes passam pela eterna história do amor proibido, que sabemos mas que continua a ser notável em 1984.
Os Eurythmics, que é quem aqui nos interessa, nestas suas deambulações de intervenção, pegaram em sexcrime para fazer um dos dois temas da banda sonora da adaptação para cinema de 1984, por Michael Radford também em 1984.
A música é precisamente sobre tudo isto, com a vontade de violar as regras.
São sintetisadores e a voz num misto de sedução e violência.
O vídeo intercala imagens do filme de Radford com a performance de Lennox e Stewart em trajes em tom de uniforme civil.
Durante anos dançámos ao som de Sexcrime sem sabermos o que fazíamos.
Hoje engolimos em seco.
Que bom era ser adolescente e não saber de nada.

(imagens: stills do vídeo de Sexcrime (Ninenteen Eighty-Four) (1984) dos Eurythmics)
(sobre 1984 de George Orwell)

Thursday, May 28, 2009

Out of Focus



"Just look at yourself, look at yourself."

(imagem: still de Deconstructing Harry (1997) de Woody Allen)

Wednesday, May 27, 2009

Fuck You (Very Much)





Lilly Allen deu-se ao trabalho de fazer uma música com este teor.
Não sabemos qual a orientação sexual desta, nem é relevante.
Deu-se ao trabalho porque lhe diz respeito.
Como a todos nós: Isto Diz-Me Respeito.
Como é bem disposta e para desanuviar aqui fica, numa versão do Gay Clic.

Até dia 20 vamos metralhar com este assunto.
Quem não gostar que ouça mais Lilly Allen.
(obrigado ao Poor Guy)